Eu não sou de ferro. Pensa, repensa, tri pensa antes de falar algumas coisas pra mim. Algumas palavras vindas de você, realmente me machucam…
– Dênis E. (via forlandivar)(Source: frasesdiretas)
Via s e xMais uma vez brigamos. Brigamos por motivos bobos, por ciúmes, por brincadeiras idiotas e ficamos sem nos falar. Por horas, por dias e talvez até por semanas. Então eu choro, me acabo, fico com raiva […] E aí você me faz rir. Minha vontade é de berrar “Dá pra parar que tô tentando te odiar por um tempo?”, mas perto de você isso acaba se tornando impossível. E isso me irrita tanto. (sdpm)
cutest…
como assimmmmmmmmmm? nem eu sei fazer isso kk
(Source: toocloseyoucomatose)
Via Just Be Happy
Tudo aconteceu muito rápido. Tudo na minha vida aconteceu muito rápido, para ser mais exato. Conheci a Larissa quando ainda tínhamos 12 anos. Foi amor a primeira vista. Casamos aos 18 e dois anos mais tarde já tivemos nosso primeiro e único filho até agora, Renan. Este completara quatro primaveras poucos dias atrás e o que ganhara de presente? Uma estadia por tempo indeterminado em um hospital? Uma cirurgia de emergência? Um coma profundo?
(…) Eu tinha acabado de chegar da faculdade. Nossa condição não era das melhores: universitários na cidade grande, já casados, longe dos pais e desempregados. Morávamos em um apartamento minúsculo, com o mínimo de cômodos possíveis. Deixei meu material espalhado na mesinha de centro da sala e comecei a chamar por Larissa. Não tinha notícias boas: precisaríamos reduzir os gastos pela metade. O aluguel subira em 25% e o comércio do meu pai no interior não estava tendo muito lucro. Nesse mês, ele não conseguira depositar mais do que 20 reais na minha conta.
— Amor, precisamos conversar…
— Finalmente você chegou, Felipe. — ela saiu correndo no nosso quarto e veio em minha direção. Seu rosto demonstrava muita preocupação, desespero… Pedia socorro.
— Vamos ter que cortar certos gastos esse mês, Larissa. O Seu Manuel aumentou o aluguel e a loja lá em Rio…
— Eu estou grávida.
Depois de pronunciar essas três palavras, ela sentou-se no sofá e começou a chorar. Eu ainda estava em estado de choque e não sabia como confortá-la. Grávida. Ela estava grá-vi-da. Passamos algum tempo sem dizer absolutamente nada, até que peguei em sua mão e disse convicto nas minhas palavras:
— Se faltar dinheiro, compensaremos com amor. E como amor não faltará… Daremos um jeito.
E assim fomos. Arrumei um emprego para ajudar nas despesas. Passamos algumas vontades, deixamos de lado as coisas supérfluas, guardamos um dinheirinho aqui, outro ali. Conseguimos comprar tudo para o bebê e nada faltou durante o seu primeiro ano de vida. À medida que os dias passavam, eu me via cada vez mais apaixonado por meu filho. Cada esforço valia a pena. Tudo era compensado pela presença das duas pessoas mais importantes na minha vida.
Então ele começou a andar. Depois a falar… Começou a frequentar uma escolinha. Até que um dia, brincando com ele no parquinho próximo de onde morávamos, ele me indagou:
— Papai, por quê a gente não tem um carro? O pai do Matheus tem, do Gustavo também. A mãe da Júlia tem uma moto. E a gente? — inocência de criança é realmente uma coisa linda. Mas você simplesmente não sabe o que responder a uma pergunta dessas, pois teme magoá-la.
— Você quer um carro?
— A gente pode ter um, papai? — seus olhos começaram a brilhar e eu não sabia dizer “não” a ele.
— Me diga qual você quer. Nós vamos juntar dinheiro e compramos um, o que acha?
— Pode ser amarelo? Ou verde? Posso ajudar com as moedas do meu cofrinho? Ahhhh, será que dá pra comprar logo?
— Vamos ver, amigão. Vamos ver.
— Eu vou ter um carro! Eu vou ter um carro! — saiu cantarolando por todo o parque. A partir desse dia, descobri que minha felicidade não dependia mais de mim.
Passamos os próximos dez meses pesquisando preços, vendo promoções e juntando dinheiro para pagar com sobra as primeiras prestações. Acabamos por comprar um carro popular, sem muitas regalias. Mas para Renan não existia nada melhor no mundo. E para mim, isso bastava.
Tempo depois ele voltou a perguntar de nossa condição financeira. E me doía na alma o fato de não poder dar as melhores coisas para ele. Houve dia em que precisamos gastar todas nossas economias para comprar o material que Larissa necessitara. Pois bem. Na geladeira não havia mais nada além de leite e dois ovos. Meu pai estava mal de saúde e não pudera ajudar-nos naquele mês. Decidi, então, sair para arrumar algum empréstimo, algum emprego temporário… Qualquer coisa que colocasse comida na mesa de casa. Deixei meu filho sozinho em casa. Minha esposa estava estudando, e não havia outro jeito. Seria por pouco tempo, voltaria o mais rápido possível.
Dei uma volta pelo bairro procurando alguém ou algo que me ajudasse. Fui até a padaria da Dona Nega e ela me doou 15 pães, queijo, suco, e uns pedaços de bolo. Seria grato eternamente por ela. No caminho de volta para o apartamento, um aperto no meu peito começou a me incomodar. Acelerei o máximo que pude. Quando cheguei em casa, deparei-me com Renan quase que completamente roxo, com a cabeça dentro de um balde cheio de água. Ele estava desacordado, se afogara. Liguei para a emergência o mais rápido possível. Tentei fazer os primeiros socorros, mas estava apavorado demais para isso. A culpa me tomava conta. Como deixara meu filho de três anos sozinho em casa? Como?
Renan estava em coma. Encontrei Larissa no hospital e nossa conversa não foi nada agradável. Eu sabia que eu tinha culpa de tudo, mas… Eu não fiz por mal. Eu só queria o bem de todos. Será que ninguém via isso?
— Eu pedi um dia, Felipe! Um dia só… Um dia pra você ficar olhando ele. Eu entro de férias amanhã, então você poderia procurar por ajuda, emprego, sei lá o quê. Mas nem isso você conseguiu? Largar seu filho? Meu Deus, Felipe! — raiva, desespero… Não sabia o que se passava com ela.
— Me… desculpa.
— Você tem consciência dos seu ato? E se não tiver volta? Deus queira que não aconteça nada.
Fomos informados que o estado de Renan era gravíssimo e que se ele acordasse do coma, teria graves sequelas.
Quatro dias depois ele acordou. Sequelas? Todas possíveis. Perdeu um pouco da visão do lado direito, problemas na fala, língua enrolada, sérios problemas na cabeça devido a falta de oxigênio. Seu cérebro regrediu quase que 100%. Já era um milagre ele ter acordado… Pedir que ele voltasse perfeito, seria injustiça.
Me separei de Larissa devido ao ocorrido, ela ficou com a guarda do nosso filho. Mesmo assim, demos o máximo de amor possível a ele. Organizamos a festa de quatro anos dele… Poucas horas depois do fim da festa, recebi uma ligação. Minha ex-esposa estava desesperada do outro lado da linha. Renan estava novamente em coma. Ele reclamara de dor de cabeça, logo depois começou a ficar roxo e ter falta de ar. Foi levado ao hospital onde entrara em coma.
— Felipe, não foi culpa minha. Eu juro. — os papéis pareciam estar trocados. Agora era Larissa que clamava por perdão.
— Eu sei. Eu sei, meu amor. — confortei-a em mais um momento difícil que atravessamos. Isso acabou nos unindo novamente. (…)
Agora já fazem seis dias em que ele está em coma. Ele tivera um mal súbito e isso, de fato, não era culpa de ninguém. Quer dizer… Era tudo minha culpa. O doutor se aproximou e comunicou-nos que Renan acordara e pedira para ver os pais.
Entramos em seu quarto e ele estava completamente debilitado. Pegou em minha mão, e disse, com muita dificuldade:
— Papai… promete que… vai comprar uma casinha? E que não vai mais… magoar a mamãe?
— Prometo. Prometo. — lágrimas escorriam no rosto de Larissa que estava ao meu lado.
— Mamãe… promete que não vai mais abandonar o papai? Vocês vão ter uma casa pra morar, mamãe. — Renan sorria, não tendo noção da gravidade da situação. Larissa concordou com a cabeça. — Amo vocês, tá? Amo muito vocês.
Ele fechou os olhos e… não havia mais batimentos cardíacos. (sdrroll)
![Mais uma vez brigamos. Brigamos por motivos bobos, por ciúmes, por brincadeiras idiotas e ficamos sem nos falar. Por horas, por dias e talvez até por semanas. Então eu choro, me acabo, fico com raiva […] E aí você me faz rir. Minha vontade é de berrar “Dá pra parar que tô tentando te odiar por um tempo?”, mas perto de você isso acaba se tornando impossível. E isso me irrita tanto. (sdpm)](http://25.media.tumblr.com/tumblr_lxqzzsRnuB1qmyvlfo1_500.gif)


